CA?O GUIA DE CEGO

Luiz Alberto e Honney IntroduA�A?o

Esta modalidade de adestramento, faz com que o cA?o desempenhe uma de suas mais importantes funA�A�es dentro da sociedade dos humanos, onde mostra sua total integraA�A?o A� nossa sociedade, fazendo sigmaessays.com principalmente a reintegraA�A?o do cego A� sociedade, pois entre outras, dA? a liberdade de ir e vir a estas pessoas que normalmente sA?o discriminadas pela sociedade e super protegidas pela famA�lia.

O Luiz Alberto A� usuA?rio de cA?o-guia hA? mais de 30 anos. O Ypsilon A� o 4A? e atual cA?o-guia do Luiz Alberto, que tambA�m continua mantendo a Honney, cA?o-guia aposentada.

A escolha do filhote

Entre todas as raA�as caninas, as mais utilizadas em diferentes A�pocas, foram: Pastor AlemA?o, Collie PA?lo longo e Curto, Setter IrlandA?s, Golden Retriever e Retriever do Labrador. Hoje em dia, a raA�a mais utilizada em diferentes paA�ses, A� o Retriever do Labrador. PorquA?? Alguns motivos sA?o: temperamento dA?cil em qualquer situaA�A?o, adaptaA�A?o a novas situaA�A�es, tamanho, tipo de pelagem, inteligA?ncia e facilidade em aprender, … Na Inglaterra, estA?o utilizando muito o mestiA�o de Labrador com Golden, pois alegam que desta forma conseguem equilibrar a carA?ncia do Labrador com a teimosia do Golden. Como todos os cA?es guias sA?o castrados, nA?o hA? problema de “estragar” as duas raA�as. Mas observei que os adestradores e os instrutores preferem de qualquer forma o Labrador, quando de minhas conversas com eles durante o curso de aperfeiA�oamento que fiz em junho de 1998. JA? na Nova ZelA?ndia, eles usam qualquer raA�a, a princA�pio – se o cA?o tiver aptidA?o ele serA? treinado. Aqui no Brasil, pelo menos por enquanto, deverA�amos manter o Labrador como raA�a de cA?o guia e ainda como estamos engatinhando no assunto, aproveitarmos as experiA?ncias que deram certo no exterior, adaptando A� nossa realidade, que foi cause and effect essay topics list inclusive a orientaA�A?o que recebi dos ingleses. NA?o estamos preparados para experiA?ncias desastrosas, como por exemplo, trabalharmos por 1 ano um cA?o para ser guia e por qualquer motivo ele nA?o vir a servir. Temos que errar o menos possA�vel, entA?o, a escolha do filhote, que tem sido doados por criadores, tem que ser bem cuidadosa. Por volta dos 45 dias, aquele filhote curioso principalmente, terA? grandes chances de ser um bom guia. NA?o pode ter sinais de ser medroso nem tA�mido, pois quando adulto e guiando, encontrarA? situaA�A�es que exigirA?o calma e determinaA�A?o.

Puppy Walker – A famA�lia que cuida do futuro cA?o guia
Luiz, Nina e amigos, no RS, em 24/04/92 Escolhido o filhote, ele deveria ser entregue a uma famA�lia voluntA?ria, que cuidarA? dele atA� por volta de 1 ano de idade, sendo que existe um contrato formalizando os deveres e obrigaA�A�es do Puppy Walker, dos cuidados com o cA?o e de sua devoluA�A?o para o inA�cio do treino especA�fico. O filhote, enquanto cuidado pelo Puppy Walker, deverA? ter o maior nA?mero de informaA�A�es e experiA?ncias possA�veis, saindo para passear todos os dias, a pA� ou de carro, para diferentes lugares, tranqA?ilos e movimentados, tendo bastante contato com muitas pessoas, entrando em lojas e restaurantes, fazendo viagens com a famA�lia, participando de todos os acontecimentos familiares e logicamente entrando em casa,…
O Puppy Walker e o filhote devem ser orientados e visitados 1 vez por mA?s, para eventuais correA�A�es, pois um trabalho mal feito durante o desenvolvimento do filhote, pode levar A� rejeiA�A?o deste cA?o como futuro cA?o guia.
Durante esta fase A� feito o adestramento bA?sico de obediA?ncia de forma caseira, mas tambA�m orientada pelo instrutor, onde o cA?o aprende o “senta”, o “deita”, o “fica”, parar para descer ou subir escadas, parar para atravessar a rua, andar do lado esquerdo e um pouco A� frente, saber se comportar educadamente e tranqA?ilamente em todos os lugares por onde andar, como tambA�m nos taxis, A?nibus, metrA?s, …
O inA�cio do treino especA�fico
EntA?o, quando o cA?o estiver por volta de 1 ano de idade, dA?-se o inA�cio do treino especA�fico, ou seja, por mais ou menos 3 meses , este cA?o vai ser trabalhado pelo adestrador, verificando o aprendizado que recebeu enquanto vivia com a famA�lia voluntA?ria, fazendo-se as devidas correA�A�es e aperfeiA�oando o adestramento bA?sico de obediA?ncia, onde este trabalho deve sempre levar em conta o temperamento do cA?o, nA?o exigindo alA�m do que ele pode fazer, as repreensA�es tA?m que ser equilibradas, pois nA?o podemos ter um cA?o medroso e sem iniciativa. Luiz e Nina brincando de bolinha
Labrador. Adestramento - cA?o guia de cegoEle precisa manter a sua vivacidade para cativar as pessoas por onde passa, pois ele A� o “cartA?o de visita” do cego ou parcialmente cego, A� ele que acompanha a todo e qualquer lugar o seu usuA?rio, tendo que estar em excelente estado fA�sico e psicolA?gico, boa aparA?ncia, onde desta forma nA?o poderA? ser impedido de entrar em lugares freqA?entados pelo seu “dono”, pois tambA�m a lei o permite. O adestrador reforA�arA? e aperfeiA�oarA? a conduA�A?o do cA?o em linha reta e posicionado A� sua esquerda, fazer o fica a qualquer momento, parar (e sentar) para atravessar ruas, estar desviando de obstA?culos elementares, ou seja, buracos no chA?o, poA�as d’A?guas, latA�es, sacos de lixo, … e estar aproveitando toda e qualquer situaA�A?o que surja, durante os treinos. Assim que o cA?o se adaptou ao seu adestrador, podemos introduzir o peitoral especA�fico de guia, para irmos completando o equipamento de uso.
O treino intermediA?rio Adestramento - cA?o guia de cego - obstA?culos aA�reos
Ao tA�rmino destes 3 meses, dependendo do cA?o, A� quando vamos iniciA?-lo ao uso do peitoral especA�fico de guia, para ir se acostumando a este novo material e conseqA?entemente, passamos a exigir mais atenA�A?o e concentraA�A?o do cA?o, fazendo os exercA�cios num percurso mais complicado, diversificando mais situaA�A�es e reforA�ando sempre sua atenA�A?o aos obstA?culos, fazendo com que desvie sem esbarrar e mostrando ao cA?o que deve haver espaA�o para os 2 poderem passar.Passamos entA?o a exigir mais cuidado com os obstA?culos aA�reos, para evitar que o usuA?rio bata a cabeA�a.
Durante todos os exercA�cios, quando o cA?o errar ou se distrair, voltar alguns passos atrA?s e refazer o trajeto, atA� que o cA?o acerte, mostrando cuidadosamente qual A� a melhor saA�da para o problema. Assim que o cA?o se acostumou com o peitoral, comeA�amos a usar tambA�m a parte rA�gida (haste), onde entA?o o cA?o estarA? com o equipamento completo para o trabalho de guia e mais algumas aulas e entA?o comeA�amos a fechar os olhos para sentirmos se o cA?o estA? guiando devidamente e quais correA�A�es ainda precisam ser feitas.

Adestramento - cA?o guia de cego - locomoA�A?o

Neste estA?gio, acho melhor ainda nA?o usar uma venda, pois as correA�A�es devem ser imediatas, para nA?o se repetirem. Ao final deste estA?gio, podemos pedir auxA�lio a um ajudante, e, com os olhos vendados, fazer o percurso e A� o auxiliar que orienta o instrutor sobre o que ocorre ao seu redor para entA?o estar fazendo as A?ltimas lapidaA�A�es em seu adestramento.
Adestramento - cA?o guia de cego - obstA?culos no chA?oTambA�m A� aconselhA?vel fazer parte do adestramento, deixarmos o cA?o esperando por 20 minutos ou mais, do lado de fora de estabelecimentos comerciais, para facilitar a vida do cego, quanto a contratempos que ele pode vir a ter. Temos que treinar o cA?o solto e voltando prontamente quando chamado, para o cego ter seguranA�a e certeza de que o seu cA?o volta para ele, sob quaisquer situaA�A�es.
O treino Final
Quando o trabalho do adestrador com o cA?o estiver pronto, vamos fazer a integraA�A?o do cA?o com o cego, levando por volta de 3 semanas, onde este deve receber todas as orientaA�A�es necessA?rias de como cuidar e manter este cA?o, como principalmente usA?-lo como seu guia, levando para onde ele quiser, conquistando desta forma sua liberdade e sua independA?ncia, dispensando ao cA?o sempre os melhores tratos.NA?o devemos entregar um cA?o guia de cego sem que ele esteja castrado, isto ocorrendo tanto com o macho ou com a fA?mea, apA?s o animal ter atingido a maturidade sexual, que ocorre normalmente entre os 12 e os 18 meses, onde o treino serA? interrompido por alguns dias, atA� a recuperaA�A?o total da cirurgia.
A�Sandra, George e Kyrea em Londres

A�Mais Links sobre CA?o Guia

Reportagem da Folha de SA?o Paulo
1A? Encontro das FamA�lias Socializadoras de CA?es Guia
1A? Encontro de UsuA?rios de CA?es Guia de Cego